O que o código contém
Uma ligação tel:, o que está por trás de cada número clicável da web:
tel:+351912345678É todo o conteúdo. Precisamente por ser tão curto, o código que sai é dos mais simples que consegues fazer — módulos grossos, fiável a partir de uma impressão pequena, tolerante com a má luz e os ângulos difíceis. Um bom código para um sítio complicado.
Abre o teclado, não marca. Todos os telemóveis param e esperam um toque deliberado, e qualquer um que não o fizesse seria um problema de segurança.
Formato internacional, sempre
Escreve o número com o indicativo do país e um mais à frente:
- Portugal:
912 345 678→+351 912 345 678 - Brasil:
(11) 91234-5678→+55 11 91234 5678 - Espanha:
600 123 456→+34 600 123 456
Um número em formato local funciona lindamente para quem já tem o telemóvel na tua rede e falha para todos os outros, sem erro e sem explicação. Como a ideia é tirar atrito a desconhecidos, a forma internacional é a única que vale a pena codificar.
Onde um código curto ganha a um longo
Este é o argumento prático a favor de um código de telefone perante quase todos os outros tipos. Como o conteúdo tem uma dúzia de caracteres, o padrão fica grosseiro — e um padrão grosseiro lê-se de mais longe, com pior luz, num ângulo mais fechado, sobre uma superfície mais áspera.
Isso faz dele o código certo para os sítios ingratos:
- Publicidade em viaturas — lida do outro lado de um parque, no ângulo em que a carrinha estiver estacionada.
- Placas de obra e andaimes — ao ar livre, gastas, vistas de passagem.
- Máquinas e equipamentos — chapinhas pequenas em superfícies gordurosas.
- Placas imobiliárias — lidas do passeio, de um carro, à chuva.
- Avisos de emergência e de piquete — onde quem lê já vai tenso.
Pensa em quem atende
Um código impresso sobrevive à situação que o motivou. Um número numa placa de obra continua lá quando a obra acaba; um número numa viatura continua lá quando a viatura é vendida. Aponta-o a um número que continue a ser atendido, e para tudo o que fique ao ar livre prefere uma linha de empresa a um telemóvel pessoal.
Imprime também o número
Nem toda a gente digitaliza. Há quem prefira ler um número e marcá-lo, câmaras que não interpretam tel:, e leituras num portátil que não fazem nada. O número escrito custa uma linha e cobre todos esses casos.